Segunda retrasada (19/8) Biel começou a adaptação na creche. No primeiro dia ficou uma horinha apenas e eu fiquei junto. Na verdade, foi mais uma conversa com a “tia” responsável do berçário I sobre como são os cuidados com o Biel, como é a rotina dele, como eu gosto que as coisas sejam feitas e por aí em diante. Neste dia, Rodrigo me acompanhou para dar suporte emocional e participar deste momento importante da vida do filho.

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Combinamos que Biel ficaria um pouco a mais cada dia (ex. terça duas horas, quarta três horas) e que nesta primeira semana eu iria amamentá-lo todas as vezes que fosse necessário. Acabou que optei por deixá-lo no máximo três horas por dia nesta primeira semana. Afinal, sei que é importante ele começar a acostumar com o ambiente, com as tias e com a presença de outras crianças, mas eu também queria aproveitar o meu restinho de licença maternidade ao lado dele.

No final da primeira semana, a tia veio me dizer que Biel é um bebê muito tranquilo e que já estava adaptado e escreveu esse recadinho na agenda. adaptaçao_sem1

É uma alegria, né? afinal, já que não tem escolha, tenho que voltar a trabalhar, que seja o menos sofrido possível para ele.

Nesta primeira semana ele voltou a acordar mais vezes durante a noite para mamar e ficar no seio/ colo. Compreensível, já que ele nunca ficou num lugar diferente, ainda mais sem a minha presença. O máximo que me ausentei foi por uma hora (ex. ir ao supermercado) e mesmo assim ele estava dentro da casa dele e com uma pessoa conhecida (minha irmã ou o pai).

E eu no meio disso tudo?
Estou sofrendo calada. Na segunda (19/8), marido me acompanhou, me deu força. Eu não conseguia falar muito sobre o assunto, não queria falar na frente do Biel, porque corria o risco de eu começar a chorar e não parar mais. E como eu sei que eu e ele (Biel) ainda somos muito conectados, queria passar calma e segurança para ele.

Voltei a ler o livro da Laura Gutman e lá ela diz que tem explicar tudo para o baby, como se ele entendesse tudo – e de fato eu acho que entende, ta? desde suas primeiras horas de vida e eu converso com o Biel de igual para igual. Parei de ter medo de falar sobre o assunto creche na frente do Biel e pelo contrário, comecei a explicar todo dia manhã como seria o dia dele e sempre falando que eu estarei disponível se ele precisar de mim.

Eu sei que foi A minha escolha, que eu escolhi colocar na creche. Continuo preferindo creche a babá. Lá ele estará acompanhado por pedagogas, receberá estímulos adequados para a idade dele, sem contar que terá o contato com outras crianças da mesma idade o que eu acho super positivo. Esse é o meu lado racional. O meu lado emocional sofre, chora por ter que deixar meu filho na creche por tanto tempo.

Marido vai deixá-lo por volta de sete e meia da manhã e eu vou pegá-lo por volta de cinco, cinco e meia da tarde. No último domingo (25/8) fui dormir chorando, parece que caiu a ficha de que a minha licença maternidade estava de fato acabando e que neste horário semana que vem estarei de volta a realidade.

Tanto que ontem não levei ele para creche, passei o dia inteiro agarrada com ele. Rodrigo tenta me dar apoio, me consolar falando que eu fui e sou uma mãe maravilhosa, que eu superei todas as expectativas que ele poderia ter, que ele terá orgulho de ter uma mãe como eu, para eu pensar na qualidade de tempo que eu terei com o Biel depois do meu trabalho (Laura também fala sobre a qualidade e não sobre quantidade) e por aí vai…

… Aí gente… só de escrever meu olho enche de água, minha garganta dá um nó….

Mas eu penso, que qualidade será essa? se provavelmente estarei cansada do trabalho e ainda terei muito o que fazer como por ex. supermercado e comidinha fresquinha para ele, dar banho, dar comida, lavar roupa, tirar leite, preparar mochila do dia seguinte…

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