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Postar ou não postar: eis a questão (continuação)

devaneios, fotografia By 22 de julho de 2015 3 Comments

Continuando o papo sobre postar fotos e situações do cotidiano do filho aqui. Além da questão que mencionei sobre respeitar a privacidade, vontade e individualidade de um serzinho que está em crescimento e ainda não tem como opinar sobre o assunto. Se de fato ele quer ou gosta dessa exposição, também me passa na cabeça a questão: segurança.

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Alguns pensamentos sobre a reunião da creche

Amamentação, devaneios, filhote By 5 de dezembro de 2014 14 Comments

Reunião de final de ano da creche: misto de ansiedade, animação e curiosidade define.

A reunião começou com a coordenadora pedagógica perguntando sobre minhas impressões sobre a creche, com o que eu concordo, com o que eu não concordo. Falei sobre o cardápio da creche, que no início eu era mais taxativa e proibitiva, mas que agora estava liberando as coisas aos poucos, uma vez que Biel come bem.

Falei da minha expectativa sobre o desenvolvimento da fala, ela explicou aquilo que eu já sabia, que devemos esperar até 2,5/3anos para tomar qualquer atitude, que cada criança tem o seu tempo de desenvolvimento e tal. Mas que ela sente que Biel ainda tem muitas atitudes de bebê, que em algum momento na nossa relação estamos infantilizando ele.

Comentei sobre a perda do meu pai no início do ano, como isso me afetou profundamente e como em algum ponto pode ter afetado o Biel, já que a conexão mãe-bebê é forte e eles sentem tudo o que nós sentimos. E que nos últimos seis meses, Biel estava mais choroso e querendo ficar muito grudado comigo. Contei como estava me sentindo sufocada com tudo e que tem uns dois meses que consegui me desapegar e deixar ele com minha mãe e sogra e como percebi que essa separação fez bem para ele. Ele sempre retorna com novidades e em algum grau mais independente.

Neste momento, ela falou algo que concordo muito, que é um ponto também levantado pela Laura Gutman sobre o “corte do cordão umbilical com a mãe” e que neste momento o pai e outras figuras como avós tem muita importância e são fundamentais nesse processo – nota mental: ler capítulo do livro. Expus que me sinto perdida, que não me sinto infantilizando ele, não tenho o costume de falar palavras no diminutivo, que costumo delegar tarefas e tal… Não sei o que fazer para ajuda-lo.

Perguntei como ele é no dia a dia, com as tarefas, com os amigos… A tia reforçou que apesar dele falar mais a língua dele e muitas vezes se comportar como um bebê, ele tem a coordenação motora super desenvolvida. Corre há muito tempo, escala coisas com facilidades, come sozinho, etc. É uma criança que presta muita atenção e executa todas as tarefas que são pedidas com facilidade. Brinca muito, é fácil de lidar e está o tempo todo está com os amigos.

Maaas de umas semanas para cá começou a se envolver em disputas de brinquedos (tudo é dele) e a morder os amigos. Fiquei arrasada! Ele já foi mordido duas vezes na creche, mas nunca tinha mordido ninguém. Nunca aconteceu isso na minha frente, por exemplo, com outras crianças nos finais de semana. Questionei a escola porque eles não me avisaram no dia que isso aconteceu, eles falaram que já estavam com a reunião agendada e que resolveram aguardar. Perguntei se era algum amiguinho em especifico e elas disseram que não, é com todo mundo, ou seja, não existe um alvo.

A coordenadora explicou que a mordida é uma forma da criança se expressar, que isso é comum em crianças que não estão com a fala totalmente desenvolvida. A criança quer se expressar, se frustra em algo nível por não conseguir e reage desta forma.

Não me conformei… Ressaltei que não teve nenhuma mudança na rotina dele nas últimas semanas que pudesse justificar isso, que em casa temos um ambiente tranquilo e tal… até que comentei que Biel ainda mama e que nunca tinha me mordido durante as mamadas. Pronto! Ela arregalou os olhos e atribuiu todos os problemas do Biel a amamentação prolongada, que isso infantiliza em algum grau.

Expliquei que hoje em dia não é mais livre demanda, que ele chega em casa e não pede mais para mamar desesperadamente como fazia antes. Porém, a noite ainda dorme mamando e acorda de madrugada para mamar. Já aconteceu de oferecer água de madrugada no lugar do peito e as vezes resolve a situação, porque na verdade ele está com sede. O que acho justo, eu também acordo para beber água…

Ela reforçou que está na hora do desmame. Já falei no blog que nunca pensei em amamentar eternamente e nos últimos meses reduzi drasticamente, até porque meu leite diminuiu também. Mas não quero um desmame brusco, gostaria que fosse algo natural. Enfim… ainda estou absorvendo todas as informações recebidas durante a reunião e buscando a melhor saída encarar esses desafios.

Por último, mas não menos importante! Biel mudará para o maternal em janeiro, junto com os amiguinhos que ele tanto gosta!

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Folga de mãe

devaneios, filhote, vida a dois By 1 de dezembro de 2014 6 Comments

No início do ano circulou um vídeo sobre uma entrevista de emprego que emocionou muita gente por aí. Eu fui uma delas, que chorei copiosamente. O trabalho exigia atenção 24h, sem direito a férias, remuneração, benefícios e até direitos básicos como itens de sobrevivência, como comer, ir ao banheiro, etc. Todos se emocionaram e ficaram chocados ao saber que esse emprego existe e tem muitos candidatos por aí… Afinal, o mundo ta cheio de “mães”.

Mesmo com o término da minha licença maternidade aos cinco meses de vida, sempre me envolvi muito em sua criação e em todas as etapas de seu desenvolvimento. Foram raras as vezes em que deleguei os seus cuidados. Simplesmente porque não conseguia. Em parte, culpa da minha personalidade controladora de querer estar por dentro de tudo que acontecia com ele, em parte também para compensar o tempo que passo longe dele no dia a dia.

O meu ano foi/está sendo complicado. Diversas coisas acontecendo em minha vida pessoal e profissional, me sentindo totalmente sufocada e sobrecarregada. Lá pelo meio do ano, fiz um post em que eu pedia pelo menos dezoito horas de folga da maternidade. Precisava respirar, não ter ninguém para cuidar… nem de mim. Queria um tempo para fazer algo além trabalhar e cuidar do meu filho.

Até então Biel dormir fora de casa não era uma opção… Principalmente porque o desmame ainda não aconteceu e eu achei que ele fosse surtar se ficasse uma noite longe de mim e do peito.

Mas aí … eu achei que fosse surtar. E de fato eu estava totalmente sem paciência com ele e isso estava me entristecendo. Não queria me tornar naquele tipo de mãe que eu estava me tornando, sem paciência e com uma lista enorme de burocracias a serem resolvidas para dar conta de toda rotina. Ele por sua vez estava uma criança chorosa, irritada… Parece que em algum ponto perdemos a nossa conexão e estava difícil resgatar.

Então surgiu uma viagem para Búzios, batizado da filha de um casal amigo. Teria que ser um bate-volta de 24h por que domingo era eleição. Pronto, já estava sofrendo por antecedência pelo caos. Acordar de madrugada para viajar, pegar horas de estrada, chegar lá com Biel, correr o dia inteiro para cima e para baixo atrás do ser andante numa casa cheia de escadas, no dia seguinte acordar cedo e pegar estrada de volta.

Até que… eureca! Uma luz se acendeu na minha cabeça e pensei… e “se deixasse Biel com a minha mãe no final de semana”. Perguntei para o marido, que no início ficou reticente de deixarmos logo ele dois dias dormindo fora, mas logo me deu apoio diante de meus argumentos. Perguntei para minha mãe que logo se animou.

Na sexta, peguei Biel na creche junto com a minha mãe, deixei eles na casa dela e peguei a estrada com maridon. O final de semana foi ótimo, super corrido, mas mesmo assim curtimos bastante. Domingo, depois dos compromissos cívicos realizados, pedi para minha mãe ficar mais um pouco com Biel para almoçar com o marido. Confesso que ainda não estava preparada para encarar a realidade de volta, ainda queria mais uns minutinhos para descansar. Mas escureceu e eu tive que encarar a minha realidade de mãe novamente, não teve jeito.

Mas mesmo não sendo tempo suficiente para descansar 100% e esfriar a cabeça, foi ótimo. Ótimo para mim, ótimo para o marido, ótimo para o Biel. Achei que ele voltou “desestressado” e feliz com a nova experiência. Falante, cheio de novidades.

Ah, vale ressaltar, que Biel dormiu super bem nas noites que passou fora. Brigou um pouco contra o sono, mas depois que apagou foi tranquilo. Acordou de noite, mas bebeu agua e emendou no sono novamente. Sucesso total.

Desde então repetimos a dose duas vezes. Mais uma com minha mãe e outra com minha sogra. Nas duas ocasiões ele não ficou tanto tempo como nesta primeira, mas serviu para cumprirmos nossa agenda de compromissos que não eram baby-fiendly.

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palavra inventada

devaneios, filhote By 27 de novembro de 2014 5 Comments

Biel ainda não fala muito a nossa língua. Sim, a nossa. Porque falar ele fala bastante. Existe todo um dialeto particular, na qual ele desenvolve frases inteiras e com entonação específica. Acho fofo e engraçado (que mãe não acharia?). Eu respondo e quando ele acha que minha resposta não foi a altura ou o que ele esperava, ele repete a “pergunta” ou a frase.

Os amigos da creche falam mais do que ele, mas também Biel começou a comer sozinho muito antes dos amigos. Totalmente independente. Hoje em dia já não faz mais aquela lambança.

Sei que cada criança tem seu tempo, seu desenvolvimento, que não devemos comparar ou criar expectativas. Tudo lindo na teoria. Mas a realidade é: mãe é um bicho ansioso por natureza e eu to super ansiosa para ele tagarelar na minha língua.

Claro que a maioria das coisas eu entendo, né? Porque mãe é assim, sabe tudo que um filho quer ou precisa. Talvez seja esse o problema: saber e me antecipar a tudo. Acaba que ele não precisa fazer muito esforço para se comunicar. E quando ele tenta e não consegue fica frustrado e chora.

Ao  mesmo ele entende T-U-D-O que eu falo, peço para executar uma ação e ele executa direitinho. E claro, fala algumas coisas como mamãe, papai, pe (peixe), popó (galinha), dá, abre (para abrir e fechar), aia (água), peppaig, mamãeig, papaig, vovó, nana (cachorra da minha mãe), bopo (cachorro da minha mãe), tatata (senhor batata) e por aí vai.

Dizem que em algum momento vou me arrepender e querer que ele fique um pouco calado (hahaha), mas não adianta estou super ansiosa para saber o que passa na  cabecinha dele (:

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Licença maternidade: um ano que acabou

devaneios, filhote By 2 de setembro de 2014 8 Comments

Hoje, exatamente hoje, faz um ano que voltei a trabalhar. Um ano que minha licença maternidade acabou, um ano que passei a dividir os cuidados do meu filho com outras pessoas. Foram cinco meses e quinze dias bem intensos, simplesmente eu não conseguia delegar seus cuidados.

Com o nascimento do Biel, nasceu também um amor sem tamanho de mim e de dentro de mim. Um amor que dói e não se explica com palavras, apenas se sente.

Foi nossa primeira separação, foi sofrida e ainda é. Sofro um pouco a cada dia, calada… Tem dias que é mais difícil, principalmente quando tem um dia bonito ou uma programação interessante para fazer no horário do expediente.

Eu sinto e ele sente.

Sinto pelo seu sorriso no olhar quando vou buscá-lo na creche e o desapontamento no olhar quando não sou eu que vou. Como ele fica desesperado para mamar quando chegamos em casa, que não dá tempo nem de tirar a bolsa ou o sapato. Quando ele não quer me deixar nem ir ao banheiro, porque me quer ao seu lado…

Eu sei que a vida é feita de escolhas e eu fiz a minha ao continuar trabalhando. Não me vejo dona de casa ou mãe em full time para o resto da vida. Foco nos momentos que temos juntos e na qualidade como dizem por aí. Além disso, gosto de me sentir ativa, exercitar a mente, produzir, me sentir desafiada, ter uma troca intelectual, ser independe financeiramente, entre um milhão de outras coisas que eu escolhi, mas isso não me impede de sentir a dor da separação e ter a consciência do peso da minha escolha em nossas vidas.

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