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Postar ou não postar: eis a questão (continuação)

devaneios, fotografia By 22 de julho de 2015 3 Comments

Continuando o papo sobre postar fotos e situações do cotidiano do filho aqui. Além da questão que mencionei sobre respeitar a privacidade, vontade e individualidade de um serzinho que está em crescimento e ainda não tem como opinar sobre o assunto. Se de fato ele quer ou gosta dessa exposição, também me passa na cabeça a questão: segurança.

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Ensaio fotográfico Biel #2Anos

desaniversário, filhote, fotografia By 19 de junho de 2015 2 Comments

Fotografia é um amor antigo. Sempre presente na minha vida. Meu pai sempre gostou e quando eu era pequena tinha um material extenso de câmeras e lentes. Tenho muitos registros da minha infância por conta disso. Lembro que quando fiz uns cinco, seis anos de idade, meu pai me deu a minha primeira câmera fotográfica. Uma compacta vermelha. Linda! E lembro que nossa primeira atividade foi passear no Jardim Botânico do Rio de Janeiro para fazer fotos: ele de mim e eu dele. Na adolescência fiz curso de fotografia, na faculdade fui monitora no laboratório de ampliação preto e branco e por aí vai. Quem acompanha o blog há algum tempo já deve ter percebido a importância que dou.

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O “trem”

filhote, fotografia By 18 de maio de 2015 5 Comments

Sábado tínhamos a festinha do filho de uma grande amiga. Moramos perto do metrô e a festinha também era perto de uma saída de metrô. Decidi não ir de carro e expliquei para ele que íamos a uma festa, mas que ao invés de usar o “carro da mamain”, iríamos de trem. Ele ficou animadíssimo, se arrumou, escolheu o sapato e ficou apressando a casa inteira “veeem mamain”, “veeeem papaí”.

Quis ir andando, desceu todas as escadas sozinho. Reclamou de vir para o meu colo na escada rolante e esperou pacientemente o “trem”. Como ele tem alguns livrinhos e dvds de música sobre o trem e ama, antes do metrô chegar, expliquei para ele que era um trem diferente do que ele vê nos livros e nos desenhos, porque esse trem anda debaixo da terra, que nem a minhoca e se chamava metrô.

Ele amou, ficou encantado com cada estação que passávamos, com todos os “túneis”, com as pessoas que entravam. Ao longo do trajeto cantamos várias músicas com o tema e no final, ficou chateado de sair do trem para ir para festa. Repetia: “festa não, treeem”.

Biel animado com a viagem no colo do "papaí"

Biel encantado com a viagem no colo do “papaí”

Nem o “puiá-puiá” logo na entrada da festa o animou. Depois ele relaxou, correu, se divertiu, comeu e por aí vai. Já no final da festa, ele não queria sair do “puiá-puiá” para dar a vez para os amigos “grandões”. Aí usei o recurso, de que já estava tarde, na hora de ir embora e voltar pra casa de trem. Pronto, saiu todo contente do brinquedo, se despediu de todo mundo e voltou feliz para casa.

Óbvio que no dia seguinte ele queria andar de metrô de novo e falava “paía no tuel igual a minhota” (passear no túnel igual da minhoca).

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Contação de histórias

filhote, fotografia By 24 de abril de 2015 2 Comments

Dia 5 de abril é dia do livro. E para comemorar a creche do meu filho resolveu incluir na sua programação anual um mês voltado para a literatura. Vi a proposta pedagógica e seu cronograma no início do ano e caiu no esquecimento.

Até que no início do mês recebi uma circular aonde convidavam os pais a irem na creche contar uma historinha na turma de seu filho. Achei um máximo, fiquei super empolgada e agendei para o último dia 22.

Mas junto com a empolgação, veio também uma preocupação. Genthém são dezessete crianças. Como entreter? Será que levo jeito? Lá fui eu a caça de dois livros bacanas para contar. Afinal eu tinha meia hora, m-e-i-a-h-o-r-a. Uma eternidade.

Pedi dicas de livros em grupo de mães no feice. Percorri algumas livrarias a procura, mas não achava nada assim… que me impactasse e falasse é esse! Comprei dois livros, mas ainda não estava satisfeita.

Biel ganhou muitos livrinhos de aniversário (aliás, adoooro quando ele ganha livros), resolvi olhar com cuidado essa última leva e achei um que me agradou. Escolhi também um livro que comprei uns meses atrás que falava sobre amigos e suas cores preferidas. E no final acabei usando apenas um dos dois que tinha comprado.

Claro que na véspera treinei em casa, para me familiarizar com a historinha e pensar em possíveis sons e improvisações para fazer na hora.

No dia, tava “TEMÇA”. Como pode? Com direito a frio na barriga e tudo.

Estava eu atrás da porta, aguardando para entrar quando a tia perguntou:
– “Pessoal, quem é a mãe que veio hoje contar a historinha?”
A turma em coro respondeu:
– “Gabriel Linhares”

Morry com tanta fofura!

Não me esqueço do olhar do Biel, a porta se abrindo e ele esticando o pescocinho para me ver. É de encher os olhos d’água ♥

Cheguei, dei boa tarde! Fui recebida com beijos e abraços dos pequenos, gritinhos de felicidade. Aí as tias ajudaram a colocar ordem na casa e aos poucos todo mundo foi sentando para escutar a historinha.

Ao invés de deixar Biel no meu colo, quis deixar ele ao meu lado para acompanhar melhor os desenhos dos livros.

Contei as três histórias. INTEIRINHAS.

Não sei se levei jeito, mas os pequenos prestaram a atenção com muito carinho em mim e nas historinhas. Respondiam as perguntas que eu fiz ao longo da contação. Só sei que foi um momento único. Amei muito participar do dia a dia do meu pequeno, contribuir e ter essa troca.

contação_histórias_creche

Espero que a creche promova mais encontros desses.

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Relato de parto – parte 4

Amamentação, Bebê | Criança, fotografia, Gestação, parto natural, Relatos de parto By 18 de dezembro de 2013 Tags: , , , 38 Comments

Relato de parto – parte 1
Relato de parto – parte 2
Relato de parto – parte 3

Última parte do relato de parto, depois desse post faltará apenas as minhas considerações finais. Esse post termina com o Biel em meus braços, mamando em sua primeira hora de vida. Para os ansiosos ou para quem chegou aqui pela primeira vez, tive um parto natural (livre de qualquer tipo de intervenção), na qual o respeito, o carinho estiveram presente em todos os momentos. Biel nasceu às 6:06am do dia 18 de março de 2013 com apgar 9/10, 52cm e 3,475g de muita gostosura.

Mesmo focando minha energia na respiração e contração, Biel terminava a descida no canal vaginal de forma lenta. A esta altura as contrações eram as mais dolorosas, duravam mais tempo e os intervalos eram menores. Neste momento, Dra. Fernanda falou: “ao invés começar a fazer força no início da contração, espera ela ficar bem forte, aí sim faz força, com uma série de respirações seguidas, continuando até o final da contração”. Mal comparando, como se eu fosse surfista, que ao invés de ficar em pé na prancha logo no início da onda, espera o momento exato de levantar para aproveitar ao máximo a força do mar.

Este é um momento do TP que você acha que não vai acabar nunca. Você dúvida do seu corpo, você encontra os seus medos e neles você tem que buscar força para sair dali e parir seu filho. Nessa hora, o apoio do meu marido e da equipe que escolhi foram fundamentais. Pois quando você duvida de você mesma, eles acreditam e te passam a certeza e a segurança de que está tudo no caminho certo.

Kira, com suas doces palavras, me falou em uma das contrações: “se entrega, lembra que a contração é sua amiga, é ela que trará o seu bebê para você”. Fernanda complementou: “chegou aquele momento que conversamos diversas vezes nas consultas, chegou o momento em que você tem se jogar do paraquedas”.

Absorvi aquelas frases e em pouco tempo meu corpo processou as informações. Decidi parir. Uma força tomou conta do meu corpo, eu me concentrei ainda mais na contração. De vez enquando eu chamava pelo meu filho. Num dos intervalos entre uma contração e outra, Dra. Fernanda comentou: “vamos Ju… falta pouco, estou vendo ele… sente seu filho, coloca a mão na cabeça dele”.

Lembro que estiquei meu braço receosa, sempre tive um certo nervoso desta cena, mas era meu filho nascendo, era o momento de vencer todas as minhas barreiras, medos e frescuras. Toquei sua cabeça, seus cabelos, aquilo me deu força para continuar. Eu já não aguentava mais, nesse momento veio mais uma contração e de fato sua cabeça começou a sair. Foi a maior dor da minha vida. Sensação de que de fato tinha algo me rasgando ou de uma forma poética, matando aquela a velha Júlia, para nascer uma nova. Nessa hora eu gritei com a Dra.: “Fernanda, o que você está fazendo? tira a mão daí”.

A sensação que eu tinha, é que ela estava com a mão dentro de mim. Eu lembro com muita lucidez desta hora. Ela, calmamente, quase sorrindo, respondeu: “Ju, não estou te encostando, é o seu filho saindo”. Ao mesmo tempo ela levantou as mãos para o alto, como se quisesse comprovar que não estava encostando um dedo se quer em mim.

A contração foi embora e Biel estava no meio do caminho, a dor era insuportável. Lembro de ter pedido um pouco de água para molhar a minha boca enquanto não chegava a próxima contração. Esses momentos finais são um pouco confusos em minha cabeça. Em mais uma ou duas contrações, fazendo força e sentindo a maior dor física da minha vida, Biel nasceu, às seis e seis da manhã de uma segunda-feira chuvosa de março.

Ele saiu de dentro de mim, sem chorar e veio imediatamente das mãos da Dra. Fernanda para o meu colo e ali ficou por mais de uma hora. Segundo meu marido, ele veio para o meu colo, de olhos abertos, me olhando. Meus olhos encheram de água, mas eu não chorei. O amor mais lindo e puro estava em meus braços e chorar deixaria minha visão turva.

Ficamos ali, os três abraçados, meio sem jeito, sem acreditar em tudo que tínhamos vivido nas últimas horas. Kira registrou o momento com algumas imagens. Após o cordão umbilical parar de pulsar, Rodrigo o cortou.

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Biel ainda ficou no meu colo, tentando mamar, cheirando, lambendo, mamando e descobrindo o mundo. Depois de parir o meu filho, tinha que parir a placenta, que por sua vez, estava apegada e não queria sair. Foi necessário uma força tarefa: Biel mamando, Kira fazendo massagem, acupuntura, Fernanda tentando soltar a placenta. Depois de uma hora e aos poucos, ela saiu.

MAISJU_NascBiel

Depois que a placenta saiu, Kira, Rodrigo e a pediatra neonatal levaram Biel para o berçário para os procedimentos padrão. E eu fiquei com a Dra. Fernanda e uma enfermeira na sala de parto. Biel nasceu às 6:06, mas antes das oito da manhã, nós três já estávamos no quarto.

ps. no próximo post, algumas considerações finais, impressões e notas mentais para a próxima gravidez.

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