Grávida é um ser mágico e de fato o mundo sorri para nós. É muito comum as pessoas puxarem assunto, mesmo que não te conheça e queira te dar alguma dica, te elogiar e por aí vai. De modo geral, não me incomodo com as perguntas, com os comentários e sempre tento ser a mais simpática possível, mesmo quando é algo que não me agrada.

Desde o início da gravidez, vira e mexe alguém pergunta quantos meses estou (contagem por semana é só aqui no blog e para outras grávidas ou mães), quando respondo alguns infelizes (nem todos, pq tem gente elogia e diz que ta enorme – adóro!) rebatem: “jura? sua barriga está tão pequena”. Durante algum tempo isso não me incomodou, mas passou a me incomodar no início deste ano. Num dia em específico me pegou meio tristinha por outros motivos e fiquei bem chateada. Minha cabeça de grávida viajou, foi longe e não foi legal. Foi preciso desabafar com algumas amigas para ficar na boa.

Até num possível bullying que meu filho possa a vir a sofrer na escola eu pensei… Graças a Deus e as ultras, o tamanho da minha barriga está coerente com a minha idade gestacional, meu filho está com tamanho e peso compatíveis. Agora, imagina se não estivesse?

Já para outras grávidas, barriga grande pode significar estar fora de forma, gordinha… Foi assim com uma amiga. Tamanho de barriga varia de acordo com o biotipo de cada mãe. Por isso, pense bem antes de sair por aí comparando a barriga dos outros. Então fica a dica da minha amiga Carol: “barriga de grávida ou é bonita ou não é nada”.

Outra conversa que me incomoda profundamente é quando me perguntam quando o Gabriel vai nascer, o típico “é para quando?”. Até aí Ok, mas quando respondo a partir do dia X, porque o dia certo eu não sei, é ele que vai escolher. A pessoa olha para mim com uma cara de indignação, repulsa (sei lá!) e pergunta: “Você vai fazer parto normal?”, como se eu fosse A louca em escolher esse tipo de parto, como se eu fosse uma aberração da natureza. Tipo, até 50/60 anos atrás as pessoas nasciam assim, sabia? Se não fosse esse método, o mundo não estava aí com 7 bilhões de pessoas.

Cesárea é uma técnica recente e infelizmente no Brasil ela é o método principal de trazer bebês ao mundo. Ok, ela salva vidas e tem gente que prefere. E eu respeito o método que cada um escolhe para ter filho. Eu não saio por aí tentando catequizar as minhas amigas que querem fazer cesárea, então, só peço que respeitem também o método que eu acho melhor para minha família.

Por último, as pessoas que resolvem que o meu filho tem que nascer logo. Perguntam para quando é, aí respondo “a partir da segunda quinzena de março”, aí a pessoa resolve na cabeça dela que é tempo demais para esperar e rebate dizendo que a criança vai nascer no início de fevereiro, no máximo depois do carnaval. Alto lá! deixa meu filho quieto aqui dentro, crescendo, se desenvolvendo, se preparando. Início de fevereiro meu filho será prematuro! Pode não, quero não!

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