Descoberta da segunda gravidez

Teste de gravidez de farmácia, logo depois apareceu que estava de 2-3 semanas

Biel tem mais de três anos e apesar de nunca ter planejado seguir amamentando por todo esse tempo, a amamentação ainda estava funcionando para nós dois. Desde um ano e nove meses ele não acordava mais de noite para mamar. E com o tempo, as mamadas foram sendo reduzidas a hora de dormir (noite e sonecas). Ele foi um bebê/ criança que ficou pouco doente quando comparado aos amigos, sem contar que era um momento nosso de conexão.

De uns meses para cá, sentia que o fim da amamentação estava chegando. E na semana anterior a descoberta da gravidez, a amamentação estava incômoda para mim. Respirei fundo diversas noites e comecei a reduzir e cronometrar o tempo de cada mamada. Na noite anterior a descoberta foi o ápice. A amamentação me trouxe sentimentos ruins. Senti raiva da amamentação, do meu filho e de mim, por estar me sentindo daquela forma. Naquela noite expliquei a ele que eu não estava legal, pedi para ele parar de mamar. Ele compreendeu, deitou no meu colo e acabou dormindo.

Fui conversar com um grupo de amigas, na qual uma delas fez curso de consultora de amamentação. Levantamos a hipótese do desmame ter chegado (na minha cabeça era isso) e ela levantou a possibilidade de eu estar grávida. Rebati: “eu? Im-pos-sí-vel”. Até rolou um deslize, mas foi totalmente fora do período fértil. Tirei print screen das telas do aplicativo, mandei e fui dormir.

No dia seguinte de manhã, já a caminho do trabalho comecei a ler o resto da conversa. A amiga falava assim: “então, faz as contas porque tem chance sim de você estar grávida!”. Lá fui eu contar os dias dos últimos ciclos para ter uma base comparativa. Meu ciclo é de 27/ 28 dias. E em todos os outros meses batia direitinho. Naquele mês o aplicativo simplesmente surtou e calculou o meu ciclo com 40 dias! Eu já estava 36 dias sem menstruar!!!

Nessa hora, eu dei uma surtada no metrô. Cheguei no trabalho, a sala ainda estava vazia e entrei naquele momento de negação. “Ok Júlia, fica calma! Você não está grávida, sua menstruação vai chegar até quinta-feira”. Tentei trabalhar, não consegui. Tentei ocupar a mente com qualquer outra coisa, não consegui. Resolvi ligar para o marido e dividir a angustia. Ele com seu lado prático falou:

– “Vai na farmácia e compra um teste”.

– “Agora? ”

– “Sim, agora”.

Lá fui eu, comprei e voltei para o trabalho. Sentei em frente ao computador e entrei no modo negação de novo. Fiquei lá, mais uns vinte minutos olhando para a tela do computador, para o teste nas minhas mãos. Até que tomei coragem, subi todos os andares, fui para a última cabine do banheiro mais escondido.

Eu tremia da cabeça aos pés.

Fiz xixi no exame e em alguns segundos (intermináveis) apareceu: Grávida!

Tirei foto do teste, mandei na mesma hora para o marido e falei já te ligo!

Os dois felizes, mas assustados com a novidade.

Resumindo, na hora do almoço ele me acompanhou para fazer o teste de sangue. O resultado saiu no mesmo dia a noite (24/5/16): 3021.0 mUi/mL, ou seja, muito grávida.

Fiquei dois dias em estado de choque com a descoberta, num misto de medo e felicidade. Mas passou e ficou só a alegria por estar gerando mais uma vida. Sentimento de gratidão ao universo por ser tão perfeito.

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