Já devo ter contado em algum momento que a equipe da minha obstetra consiste nela, num pediatra neonatal e numa enfermeira obstetra (EO). Quando eu entrar em trabalho de parto, vou ligar para EO, explicar os sintomas, a intensidade e ela vem para minha casa. Enquanto isso, minha obstetra vai organizar tudo para eu me encaminhar para a maternidade mais próxima ou a que tiver vaga. A ideia é que eu fique o máximo de tempo em casa antes de ir para a maternidade, pois estar num ambiente familiar ajuda na evolução do trabalho de parto (TP).

Desde o início, a minha obstetra disse que em um dado momento eu passaria a ter encontros com a EO, a fim de nos conhecermos e me preparar para o parto. Afinal, já que ela vai estar em um dos momentos mais importantes da minha vida (e íntimo) é bom que a gente tenha o mínimo de afinidade.

O primeiro encontro aconteceu na última sexta e ela quis saber um pouco do meu histórico de vida, minha história com o Rodrigo, se a gravidez foi planejada, como foi o desenrolar, o que eu senti, o que eu não senti, meu conhecimento sobre as etapas do trabalho de parto, o que eu acredito, etc. O papo foi gostoso, fluiu, nem senti a hora passar.

No final ela quis conhecer o Biel, me colocou numa maca e apoiou com delicadeza sua mão em cima da minha barriga e ficou ali, sentindo o pulsar do batimento cardíaco dele e suas mexidinhas. Passou alguns exercícios para repetir em casa durante a semana, tanto de respiração, quanto de fortalecimento da região pélvica e coluna.

O próximo encontro será no domingo (problemas de incompatibilidade de agenda) e o Rodrigo vai participar. A ideia é que ele também esteja preparado para o trabalho de parto. É bom ele estar ciente das fases que vou passar para não se assustar e me dar todo apoio necessário durante esse momento.

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