“Tudo que é bom dura pouco”, clichê mais é verdade. Minha licença maternidade tem dia e hora para acabar. Ainda falta mais de um mês, mas já estou sofrendo há algum tempo. Já sonhei duas vezes que voltava a trabalhar e que passava o dia chorando na frente do computador.

Consegui cinco meses e quinze dias. Quatro meses de licença maternidade – perguntei a minha empresa se ela queria aderir ao programa empresa cidadã e me dar seis meses de licença, mas ouvi um sonoro não –, mais um mês de férias e mais quinze dias de licença amamentação. Queria muito, mais muito mesmo os seis meses de licença.

A OMS aconselha o aleitamento exclusivo por seis meses e eu acredito nisso. O que quinze dias faria de diferença na minha vida? terminar a amamentação exclusiva com toda tranquilidade e carinho que ela merece.

Mas como não consegui, esses quinze dias restantes necessitará de dedicação e uma logística maior para tudo dar certo. Biel começa a adaptação na creche em 19 de agosto, ou seja, ao completar cinco meses. Ainda não sei muitos detalhes da adaptação, mas pelo o que a coordenadora pedagógica me explicou ela será gradativa, um pouquinho por dia, até ele ficar um dia inteiro, o que irá coincidir com a minha volta ao trabalho.

Enquanto estiver em casa, vou mandar leite materno congelado e vou lá amamentar pelo menos uma vez por dia para ele ir se acostumando aos poucos. Nos quinze dias seguintes até ele completar seis meses vou mandar muitos “ml’s”  do meu leite congelado. Só quero a introdução de frutas e alimentos quando ele tiver de fato seis meses. E como trabalho muito longe da minha casa, não vou conseguir ir lá durante o expediente.

No mundo ideal, eu ficaria um ano em casa com o Biel. Conseguiria terminar a amamentação exclusiva com tranquilidade, participaria ativamente da introdução de alimentos na vida do meu filho e acompanharia sua evolução na descoberta de cores e sabores.

Mas não rola… Não posso ficar sem trabalhar por diversos motivos e também nem é a minha ser dona de casa. Não posso me dar o luxo de parar de trabalhar – o meu salário é importante na renda da nossa família, segundo que a recolocação no mercado de trabalho não é fácil e terceiro que a minha equipe de trabalho é bem legal. Enfim… já que um ano realmente não rola e nem os seis meses, já estou trabalhando internamente para lidar melhor com a separação que vai acontecer em breve.

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