Quem leva Biel para creche todos os dias é o marido. Pego cedo no trabalho e por isso são raras as vezes que levo, então, quando preciso normalmente é um momento difícil, porque ele não entende que é dia de creche, acha que é feriado ou final de semana. E hoje não poderia ter sido diferente.

Troquei a fralda e vesti a calça enquanto ele ainda estava sonolento, botei a meia e na hora que levantei seu corpinho para sentá-lo e trocar a blusa… começou.

“Quéche naum”

Vamos pular a parte em que a mãe tenta explicar por muitos minutos (normalmente funciona), convencer na boa a colocar a blusa, o sapato e a cria só chora. Depois de perder a paciência, falar mais ríspida, coloquei a blusa, o sapato e nos abraçamos. Ficamos assim um bom tempo.

Reforcei que precisava ir trabalhar, papai também e que hoje era um dia diferente, porque iríamos juntos. E que no final do dia iria buscá-lo como sempre fazia. Vale lembrar que tudo isso já tinha sido falado antes inúmeras vezes, mas acho que finalmente ele tinha absorvido a informação.

Expliquei que tinha mais uma mudança, que iríamos no carro da mamãe e ele assinalou que sim com a cabeça e começou a chamar: “veeeem papaí”.

Pediu um biscoito do “paiava tantada”, biscoito simples de água e sal, por conta da música e foi bem resolvido pro carro, pra creche.

Chegamos na creche e num dia normal, ele abriria o berreiro. Mas meu menino está crescendo e hoje pela primeira vez, virou pra mim e pra tia e falou: “mamain ai tabaiá”.

Reforcei que ia, mas que voltaria para buscá-lo. Não me deu beijo e nem tchau – aí também seria pedir evolução demais hahah. Mas não chorou, deixou dar beijinho e foi para o colo da tia sem relutar. E assim, eu parti para o trabalho, com o coração apertado por deixá-lo, mas com uma pontinha de orgulho da cria, que está crescendo e começando a entender a dinâmica de como as coisas funcionam <3

Share: