Já tinha ouvido falar da crise dos três meses, este mês chegou e nenhuma mudança aparente. Pelo contrário, estávamos evoluindo em diversos sentidos, sem regressões. Até que numa semana ele acordou de noite de duas em duas horas para mamar (coisa que nem quando era RN ele fazia), na outra semana ele começou a dar ataque e só parava quando eu pegava no colo. Outra vez, ele começou a brigar contra o sono durante o dia e só passou a dormir agarrado comigo, se eu me afasto, ele chora. E agora, já tem umas duas semanas, ele acorda de duas a quatro vezes por noite para mamar, quando não decide que quer brincar de noite. Ah, tem também às vezes que dou o peito, coloco para arrotar, ele apaga, mas quando vou colocar na cama ele acorda de novo e por aí vai….

Enfim, poderia ficar aqui citando diversos exemplos com n combinações e ao longo dessas semanas bolei subterfúgios (travesseiro, aplicativos de celular com sons, música clássica, secador de cabelo, etc.) para driblar as situações.  Fato é a tal crise do terceiro mês não chegou nesta data e eu tinha até esquecido de sua existência. Até que esses eventos de cima começaram a surgir e eu fiquei encucada, achei que ele tivesse regredido, que fosse birra da parte dele em certas situações. Conversando com uma amiga, ela me falou do tal pico de crescimento versus salto de desenvolvimento e me apresentou um texto explicativo – que publiquei também no post do 4º mês.

Li e me identifiquei em cada linha. De acordo com o texto, Biel começou há um mês a tal crise dos 4 meses e meio e essa é uma das crises mais demoradas para passar. Pode demorar de quatro a seis semanas. Se contar que já estamos umas três semanas nesse ritmo, to aqui na torcida para que esteja realmente na metade. Até porque me preocupa de certa forma… quando ele começar na creche, por exemplo, como ele vai fazer para dormir durante o dia sem a minha presença, sem o meu corpo?

Apesar de que, com o início da creche, acho que vai rolar uma piora nesse quadro de carência, estou preparada para acordar mais de noite e me adaptar a uma nova rotina.

Nessas fases os bebês ficam mais carentes. Comem e dormem pior. No período que antecede os saltos o bebê se sente perdido no mundo pois seu sistema perceptivo e cognitivo mudou, mas ele ainda não se acostumou, então o mundo lhe parece estranho. Desta forma, ele recorre a mãe, que é sua base, seu ponto de referência. Depois de algumas semanas tudo passa e as coisas voltam como eram antes. Após uma crise o bebê ‘passa a fazer coisas que não fazia antes, ou seja, dá um salto de desenvolvimento. 

Uma das coisas que esse texto fala é sobre a qualidade do tempo passado com o bebê ou com a criança. Olhar nos olhos, falar diretamente com ela, dar carinho, conversar no tempo em que estiverem juntas. Mesmo que isso signifique poucas horas por dia. O importante é ela saber que você é o seu porto-seguro, o aconchego.

Enfim, ainda é tudo muito novo para mim e confesso que às vezes me sinto perdida no meio desse furacão chamado pico de crescimento. O que tenho tentado fazer é estar descansada para ter paciência (privação de sono pode estressar), dar toda atenção, carinho para fazer com que essa fase passe sem grandes traumas, enquanto isso vou usando as armas que estão ao meu alcance (:

———————-

Tabela com os saltos de desenvolvimento e picos de crescimento do seu baby. Para receber, basta enviar um e-mail.

Share: