Sábado tínhamos a festinha do filho de uma grande amiga. Moramos perto do metrô e a festinha também era perto de uma saída de metrô. Decidi não ir de carro e expliquei para ele que íamos a uma festa, mas que ao invés de usar o “carro da mamain”, iríamos de trem. Ele ficou animadíssimo, se arrumou, escolheu o sapato e ficou apressando a casa inteira “veeem mamain”, “veeeem papaí”.

Quis ir andando, desceu todas as escadas sozinho. Reclamou de vir para o meu colo na escada rolante e esperou pacientemente o “trem”. Como ele tem alguns livrinhos e dvds de música sobre o trem e ama, antes do metrô chegar, expliquei para ele que era um trem diferente do que ele vê nos livros e nos desenhos, porque esse trem anda debaixo da terra, que nem a minhoca e se chamava metrô.

Ele amou, ficou encantado com cada estação que passávamos, com todos os “túneis”, com as pessoas que entravam. Ao longo do trajeto cantamos várias músicas com o tema e no final, ficou chateado de sair do trem para ir para festa. Repetia: “festa não, treeem”.

Biel animado com a viagem no colo do "papaí"

Biel encantado com a viagem no colo do “papaí”

Nem o “puiá-puiá” logo na entrada da festa o animou. Depois ele relaxou, correu, se divertiu, comeu e por aí vai. Já no final da festa, ele não queria sair do “puiá-puiá” para dar a vez para os amigos “grandões”. Aí usei o recurso, de que já estava tarde, na hora de ir embora e voltar pra casa de trem. Pronto, saiu todo contente do brinquedo, se despediu de todo mundo e voltou feliz para casa.

Óbvio que no dia seguinte ele queria andar de metrô de novo e falava “paía no tuel igual a minhota” (passear no túnel igual da minhoca).

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