Biel ainda não fala muito a nossa língua. Sim, a nossa. Porque falar ele fala bastante. Existe todo um dialeto particular, na qual ele desenvolve frases inteiras e com entonação específica. Acho fofo e engraçado (que mãe não acharia?). Eu respondo e quando ele acha que minha resposta não foi a altura ou o que ele esperava, ele repete a “pergunta” ou a frase.

Os amigos da creche falam mais do que ele, mas também Biel começou a comer sozinho muito antes dos amigos. Totalmente independente. Hoje em dia já não faz mais aquela lambança.

Sei que cada criança tem seu tempo, seu desenvolvimento, que não devemos comparar ou criar expectativas. Tudo lindo na teoria. Mas a realidade é: mãe é um bicho ansioso por natureza e eu to super ansiosa para ele tagarelar na minha língua.

Claro que a maioria das coisas eu entendo, né? Porque mãe é assim, sabe tudo que um filho quer ou precisa. Talvez seja esse o problema: saber e me antecipar a tudo. Acaba que ele não precisa fazer muito esforço para se comunicar. E quando ele tenta e não consegue fica frustrado e chora.

Ao  mesmo ele entende T-U-D-O que eu falo, peço para executar uma ação e ele executa direitinho. E claro, fala algumas coisas como mamãe, papai, pe (peixe), popó (galinha), dá, abre (para abrir e fechar), aia (água), peppaig, mamãeig, papaig, vovó, nana (cachorra da minha mãe), bopo (cachorro da minha mãe), tatata (senhor batata) e por aí vai.

Dizem que em algum momento vou me arrepender e querer que ele fique um pouco calado (hahaha), mas não adianta estou super ansiosa para saber o que passa na  cabecinha dele (:

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