Em sua primeira semana de vida passamos os dias em casa. Eu ainda estava me adaptando a nova rotina de ter um baby que demandava muito de mim, estava tentando lidar com a amamentação e com os meus seios feridos. A primeira vez que saímos ele tinha 6 dias de vida, fomos na rua trocar um presente que minha sogra tinha dado para o Biel. Montei o carrinho (sim, até então ele não tinha sido aberto e muito menos usado) e lá fomes eu, maridón e nosso filhote.

Tudo lindo e normal, né? Se não fosse o medo, a ansiedade que este primeiro passeio me trouxe. Comecei a sentir um medo de qualquer coisa. Achei o carrinho bonito e novo demais, logo iria chamar atenção para ser roubado. Achei que meu filho lindo fosse chamar a atenção na rua, que poderiam tentar roubá-lo de mim… Enfim, imaginei milhares de tragédias que me fizeram guiar o carrinho com a mão apertada e olhar apreensivo a qualquer movimento durante o trajeto.

Na volta marido pediu para guiar o carrinho, deixei ele levar com o coração apertado, quando estávamos chegando perto da nossa rua falei: “Posso levar?” Ele perguntou o porque, meu olho encheu de água e eu comecei a explicar os meus medos. Voltei para casa empurrando o carrinho.

Na minha cabeça louca só EU seria capaz de defender o meu filho de qualquer mal… vai entender? Não tente! Porque eu desisti.

Enfim, passaram alguns dias e eu comecei a me sentir presa em casa. O sentimento de prisão ultrapassou o medo e eu comecei a fazer pequenos passeios acompanhada pelo marido, por minha mãe, por irmã, amigas e para lugares perto e com segurança.

Até que um dia não tinha companhia e o lugar perto com segurança já não me bastava. Precisava andar mais, ver gente e coisas novas/ diferentes. Mesmo com tiquinho de medo, peguei meu filho, garrei no carrinho e resolvi fazer passeios diferentes. Hoje em dia já estou “curada” do meu medo. Claro que tenho receio. Olho com cuidado e desconfiança para os acontecimentos ao meu arredor. Tento prever os possíveis problemas a frente e por aí vai.

Mas percebi que os dias que fizeram frio ou choveu e não conseguimos sair, ele ficou mais chatinho, enjoadinho e me deu trabalho a noite e eu também preciso sair!!! Ou seja, para a nossa saúde mental precisamos de rua! hehehe Para fechar e ilustrar os posts, alguns cliques das nossas andanças!

montpasseio_maisju

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