Sempre gostei ter domínio da situação, talvez seja uma característica do meu signo de leão, talvez seja apenas um traço da minha personalidade. Sendo assim, sempre tentei traçar minha vida de acordo com o que eu havia sonhado para mim mesma. Claro que algumas coisas saem conforme o planejamento, no tempo certo e outras demoram um pouco mais. Afinal, além da minha vida e dos meus sonhos, tem os sonhos das outras pessoas, tem a história de vida de cada um e o destino tem que tratar de orquestrar tudo isso.

Já falei em diversos posts que eu não tenho palpite sobre o sexo do baby. Mas se eu for parar para pensar no meu planejamento de vida, seria assim:

“Eu faria faculdade e sairia com o emprego dos sonhos. Aproveitaria minhas primeiras férias para viajar para Europa. Logo em seguida conheceria o amor da minha vida, casaria, compraria apartamento (porque o emprego dos sonhos paga bem, né?), viajaria todos os anos para lugares diferentes no mundo. Depois de dois/três anos de casada eu iria engravidar, mas isso aconteceria do meio para o final do segundo semestre do ano. Afinal, sempre ouvi minha mãe falar que final de gravidez no verão é sofrido. É melhor final de gravidez no inverno. Sempre quis um casal, mas primeiro viria o menino. Sempre tive aquela ideia do menino mais velho cuidar da irmãzinha mais nova. Quem sabe a menina não namora um dos amigos do irmão? fica tudo em casa, a gente sabe a procedência do namorado (se é de boa família) e por aí vai. Ah, além disso, seria legal evitar algumas datas de nascimento, como: natal, ano novo, férias de verão, carnaval, dia das mães, dia dos namorados, dia dos pais, dia das crianças. Algumas dessas datas é porque a criança já nasce se sentindo excluída, outras porque é complicado mesmo. Imagina nascer na terça-feira de carnaval? complicado com os blocos no Rio de Janeiro. Nascer nas férias de janeiro é sinônimo de festa de aniversário com poucos amiguinhos. E isso ninguém quer, né? Outras datas como dia das mães, dia dos namorados, dia dos pais e das crianças é porque o baby vai acabar ganhando apenas um presente e as comemorações vão se juntar. Não acho justo! Claro que o baby pode nascer não gostando de comemorar aniversário, mas se ele puxar a mãe e o pai, vai adorar!”

E aí? assinei o atestado de loucura?

Louca ou não, realizei diversos sonhos listados acima. Não foram todos. Mas pensando cá com meus botões, que bom! Se não a vida seria previsível e monótona demais. É uma forma da vida te avisar de que você não está no controle de tudo. Além disso, acho que evito pensar se o baby é menino ou menina para não criar expectativas. E para o baby não ficar achando que ele não é bem-vindo, que eu queria o sexo oposto e tal.  Tento não demonstrar preferência principalmente nas conversas com o baby. Sim, eu converso e muito com ele (a).

Pronto, assinei definitivamente o atestado de loucura. rs

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