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Relato de Parto – Rafa – parte 1

Bebê | Criança, fotografia, Gestação, gravidez, Relatos de parto By 20 de dezembro de 2017 Tags: , , , No Comments

Depois de uma maratona intensa de natal: três casas, três lados da família, muito amor envolvido (e muitas rabanadas também). Estava dormindo e por volta das duas e meia da manhã, Biel sentou na cama e começou a fazer carinho em mim. Acordei, abracei fiz carinho de volta e pedi para ele ir dormir porque eu tinha acabado de deitar. Fiquei mais um tempo naquele sono leve até que senti uma água vasar. Não era muita quantidade, o que me fez pensar: “em que ponto chegamos, fazendo xixi sem querer”. Levantei e fui checar o estrago. “Hummmm isso não está com cara de xixi”. Cheiro a calcinha – dizem que líquido amniótico tem cheiro de água sanitária, mas não sinto nada. Como não tinha certeza se era ruptura de bolsa, apenas coloquei um absorvente, resolvi aguardar e não acordar o marido.

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Internação na UTI por Icterícia

Amamentação, Bebê | Criança By 8 de fevereiro de 2017 Tags: , , 1 Comment

Deveria começar pelo relato de parto, eu sei. Mas relato de parto deve ser parido e eu gosto de detalhes e isso significa demorar para escrever. Como o blog ta abandonado e quero espanar a poeira vim começar por um começo não tão começo, mas tão importante quanto: a internação do Rafa na UTI neonatal por icterícia. Sempre tive medo disso… Sempre imaginei a dor de uma mãe em ter que deixar o filho no hospital e voltar para casa sem ele em seus braços.

Rafa nasceu prematuro de 36 semanas. Nasceu com peso e tamanho bons (2,750kg e 47cm), se recuperou bem durante o trabalho de parto, temperatura boa, não precisou ficar na incubadora do berçário em suas primeiras horas de vida. Um alívio sem tamanho. Percebi que ele estava com a pele muito vermelha, a enfermeira da maternidade disse que era comum em bebês prematuros. Eu, na minha santa inocência, pensei: “que bom que está vermelho, pelo menos não está amarelo e não corremos o risco de ter icterícia”.

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Exame de sexagem fetal

Gestação By 6 de julho de 2016 Tags: , 1 Comment

Na gravidez do Biel quis viver todas as emoções das pequenas descobertas. Vivi intensamente cada ultra, esperando tranquilamente pelo tempo certo de cada coisa. Tanto que não quis fazer o exame de sexagem fetal. Acabei descobrindo que ele era menino na ultra de dezesseis semanas.

Desta vez, sou um poço de ansiedade. Quero saber logo se é menino ou menina, quais roupas do Biel vou poder reaproveitar, etc e esperar até a décima sexta semana é tempo demais.

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Primeiro corte de cabelo oficial

Bebê | Criança By 27 de agosto de 2014 Tags: , 3 Comments

“Oficial” porque esta mãe que escreve por essas bandas daqui já tinha se arriscado a cortar o cabelo da cria três vezes. A primeira ficou perfeito dentro das possibilidades, a segunda ficou horrível com falhas e aquela franja medonha espanhola e a terceira vez foi para tentar consertar o estrago da segunda haha

Cabelo do Biel já tinha crescido de novo e como ele não para mais quieto para nada nesta vida, só quando dorme (e criança dormindo não se mexe), resolvi passar a demanda para de fato quem entende do assunto. No caminho casa-creche, creche-casa tem um salão pequeno, mas que tem aquelas cadeiras-carrinho.

Corte cabelo de criança

Primeiro corte de cabelo do Biel

Eu, mãe-bobinha-de-primeira-viagem, tinha a doce de ilusão de que iria escolher um corte de cabelo, néam? Mas não… foi o que deu, já que Biel não parou um segundo na cadeira, brincava de dirigir, levantar e com todos os outros brinquedos que o cabebeleiro dava na mãozinha dele para distraí-lo.

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Corte em diversos ângulos.

Eu, mãe-bobona-de-primeira-viagem, fiquei com um aperto no coração porque o novo corte de cabelo denunciou ainda mais que ele está perdendo a carinha de bebê e ficando com cara de MENINO.

E como ele não para nunca, tem sido difícil tirar foto dele… Posar? impossível! Então fica a tentativa frustrada de tirar uma foto decente do corte de cabelo. HA-HA

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“não é a mamãe”

Bebê | Criança By 4 de agosto de 2014 Tags: 2 Comments

Há alguns meses não quer saber de ninguém, no melhor estilo “não é a mamãe” do Baby da família Dinossauro.

Não adianta estar no mesmo ambiente, tem vezes que só meu colo serve, senão rola choro. E quem é mãe sabe o quão angustiante é ouvir o choro de um filho. Só que não dá para ficar com um baby a tira-colo pela casa 24h por dia, né? Eu preciso comer, ir ao banheiro, arrumar a casa, tomar banho, trocar de roupa… essas coisas banais só que não do dia a dia.

Sei que isso faz parte da fase. Começou por vota do nono mês, bem na época que os especialistas falam sobre a “ansiedade da separação”. Compreendo a angústia das novas descobertas, de ter a consciência de que de fato é um ser independente de mim e que eu sou o seu porto seguro e tal, mas cansa.

Nos mudamos de apartamento em março e só nas férias que tirei do trabalho (em julho) é que pude começar a colocar a casa em ordem. Porque no dia a dia, quando chego do trabalho 0u no final de semana não sobra tempo, Biel me exige em tempo integral, o que eu acho super justo, já que passamos boa parte do nosso dia separados. Ele na creche e eu no trabalho… Mas, às vezes cansa. Cansa ser a única que resolve em determinados momentos. E foi deste cansaço que surgiu a ideia das dezoito horas de férias por mês.

Sei que no fundo  tenho um pouco de culpa nisso. Quando Biel nasceu fui invadida por um amor sem tamanho, um medo e por um monte de outros sentimentos esquisitos e confusos. Eu queria fazer tudo em relação a sua vida: T-U-D-O. Pedia ajuda aos outros para qualquer outra coisa, menos com os cuidados do Biel. Nada era terceirizado.

E por muito  tempo fui feliz desta forma, só que a licença maternidade acabou, voltei a trabalhar e fui voltando aos poucos a rotina e começou a ficar pesado. Mesmo assim relutei em terceirizar, pedir ajuda e confesso que até hoje ainda reluto. Com isso, Biel é um bebê fofo, carinhoso, simpático, mas que em certas horas não aceita ninguém se não for eu. Óquei, tem a “ansiedade da separação”, mas talvez se eu tivesse permitido/aceitado mais ajuda em determinados momentos, agora a “ansiedade” fosse mais branda.

Aos poucos, estou conseguindo reverter isso e deixá-lo mais independente de mim e aceitar mais o mundo. Não tem jeito, é aquela história: um dia de cada vez e é errando que se aprende.

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