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Parto

meu caminho

Gestação By 19 de dezembro de 2012 Tags: , , , 15 Comments

Uma das coisas que mais gosto das consultas com a minha obstetra é que saio de lá me sentindo mais forte, mais confiante de que tudo vai dar certo e de que estou no caminho certo.

No início, além do medo de dar algo errado comigo e/ou com o meu filho, tinha o medo também da hora do parto, de não dar conta da dor, do nervosismo do momento e do meu corpo não funcionar, não ter dilatação ou ter alguma outra complicação.

Por isso, assim que engravidei resolvi ser mulher-macho e começar a ler/ assistir relatos de parto para me “preparar” para o que viesse pela frente. Entrei em lista de discussão, participei de rodas de relatos e li relatos em blog que me emocionaram e que de certa forma me deram a certeza de que caminho seguir. Foi através de alguns desses relatos que tomei a decisão de mudar de médico e procurar uma nova alternativa para parir o meu filho da forma como eu acredito ser melhor para mim e para ele.

Alguns relatos me marcaram e não saem da minha cabeça. Dois deles me marcaram de forma negativa. Nos dois casos, as mães queriam parto normal sem intervenções e nos dois elas caíram numa cesárea. Ambas estavam sendo assistidas por médicos que vibravam nesta direção (de PN). A primeira passou os primeiros meses pós-parto (não sei como ela se sente hj) se culpando e culpando o médico por ter caído numa cesárea, a segunda foi julgada pela lista de discussão porque caiu numa cesárea e aceitou a justificativa do médico.

O sentimento de “culpa” dos dois casos me abriram os olhos e me fizeram repensar a decisão e a forma de me “preparar” para o parto. Cheguei a conclusão de que não existe preparação. Cada parto é único e são recheados de acontecimentos incontroláveis, digo, eles não são uma fórmula matemática.

Então, decidi na minha cabeça que um pouco de ignorância seria bom e de repente vai me ajudar mais do que querer saber de tudo que pode acontecer durante um trabalho de parto e assim querer controlar cada movimento do meu corpo… Eu sou uma pessoa controladora (no sentido de que gosto de ter controle das coisas e principalmente do meu corpo) e acho que conhecimento “leigo” em abundância (visto que eu não sou obstetra e nem uma EO) poderia mais atrapalhar do que ajudar.

Levei esse meu pensamento na última consulta, conversei bastante com minha obstetra e ela concordou com a minha linha de raciocínio. O passo mais importante para ter um parto do jeito que quero foi escolher uma médica que tenha afinidade com o que acredito, que eu confie e que me disse na primeira consulta algo parecido: “Depois de você, sou a mais interessada em que o seu parto seja natural, mas serei também a primeira a lhe dizer, com dor no coração, se eu tiver que fazer uma cesárea”. O resto é confiar no poder do meu corpo, na minha ligação com o Biel e com o apoio do marido.

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O dilema do obstetra

Gestação By 9 de novembro de 2012 Tags: , 16 Comments

Desde antes de pensar em engravidar já estava certa que seria com o médico de uma amiga. Atende pelo plano, foi super bem indicado e a favor de parto normal (PN). Alguns meses antes de tentar de fato fui lá conhecê-lo, para ver se rolava aquela empatia. Ele me passou uma listagem de exames para conhecer o meu histórico, levei os resultados para ele, tudo certo comigo. Voltei nele quando engravidei e comecei de fato o meu pré-natal.

Em cada consulta perguntava uma coisinha ou outra sobre parto e deixava claro que queria parto normal. Mas eu não sentia firmeza em seu discurso e comecei a conversar com outras pessoas, buscar informações, pesquisar outras mulheres que de fato tiveram filho via PN com ele e não achei. Uma outra amiga, que também estava se consultando com ele, começou a mesma busca e também não conseguiu achar alguém que tivesse feito. Todas acabaram caindo na cesárea. Entendam bem, não estou dizendo que ele diz fazer uma coisa que ele de fato não faz, mas passei ter a impressão de que ele faz PN somente se você chegar no hospital expulsando o filho e a realidade de um primeiro parto não é bem assim. Resumindo, ele faz o parto normal hospitalar com restrições e eu quero mais do que isso.

Eu acredito no kardecismo e assim que engravidei comecei a ler um livro indicado pelo meu pai sobre gravidez e o momento do nascimento – Nossos filhos são espíritos. Como o livro dá um post, vou resumir as minhas impressões. Percebi que para o espírito o nascimento é um momento importante e às vezes mais doloroso do que a morte. Sendo assim, o momento do parto tomou outra dimensão para mim, passei a buscar um parto com amor, com respeito e único. Afinal, os médicos, enfermeiras podem fazer vários partos por dia, semana, mas eu estou parindo pela primeira vez e quero que seja um momento especial na minha vida. Todas as minhas amigas que passaram por esta etapa me falaram que o parto é um momento transformador e único na vida de uma mulher.

Diante disso, comecei a procurar um profissional com o mesmo tipo de pensamento que o meu. Uma outra amiga (genhtém é muita amiga, né? kkkk) me indicou a médica dela, que segundo tudo indicava era a favor do parto normal humanizado. Mas como essa minha amiga não pensa em engravidar por agora e ainda não tem filhos, caí no mesmo dilema do primeiro médico, não conhecia ninguém que tivesse parido via PN com a tal obstetra.

Mas como nada é por acaso nesta vida, aos poucos ela (a vida) foi colocando no meu caminho relatos lindos de parto dessa médica. Isso me deu mais confiança para marcar a primeira consulta.

A primeira consulta aconteceu mês passado. Maridón me acompanhou na consulta, cheguei lá falando que estava com 16 semanas, expliquei o que eu acredito sobre parto e como cheguei nela. Confesso que durante esse papo inicial me emocionei algumas vezes. Rodrigo também tirou várias dúvidas sobre riscos que envolvem o parto normal e cesárea. Marido é engenheiro e gosta de saber estatísticas, casos reais e comprovações cientificas. Foi uma conversa boa, que durou mais de uma hora.

Semana que vem tem nova consulta com ela! Agora, ainda não falei para o meu antigo médico que não vou mais nele. Cheguei até ir numa consulta com ele depois disso, simplesmente porque não consigo desmarcar. Pode parecer contraditório, mas ele é um ótimo médico, muito competente mesmo. Resolvi mudar porque ele não segue a linha de parto humanizado, sem intervenções. Eu quero internveções apenas se elas forem necessárias. Não sou radical a ponto de me culpar se no final rolar uma cesárea, mas eu quero uma cesárea ou outros tipos de intenvenções se elas forem necessárias e não porque é a linha do médico. E por ele ser um médico competente e super gente boa e que tem uma secretária fofa… enfim, fico com vergonha de dizer que troquei. E olha que conheço ele tem apenas um ano rs

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Terceira consulta com obstetra

Gestação By 26 de setembro de 2012 Tags: , , , 6 Comments

Sexta passada (21/9) aconteceu a terceira consulta com obstetra. Levei o resultado da ultra da TN e do risco fetal e com isso foi afastado qualquer possibilidade de síndrome (Down, Edwards – Trissomia do 18 e risco de defeitos abertos do Tubo Neural).

Estava com medo de levar bronca do médico porque me entreguei ao pecado da gula nas últimas semanas e comi sem pudores! hehehe Ele deixa você engordar no máximo 1,5kg entre as consultas (que tem intervalo médio de 3 semanas). Mas levei estrelinha mais uma vez, engordei apenas 0,8kg (:

E assim, se fechou o primeiro trimestre, tudo calmo, tranquilo.

Complementando o post, aproveitei para perguntar para o obstetra como é o trabalho de parto. Ele brincou que não é como nas novelas! hehehe Que eu só vou ligar para ele quando estiver com contrações ritmadas e com algumas no intervalo de 30 minutos. Porque esse processo de TP pode demorar hooooras.

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Divagações sobre o parto

Gestação By 24 de agosto de 2012 Tags: , 14 Comments

Desde pequena sempre tive muito medo do parto, na verdade tudo que envolve sangue. Quando fui tirar sangue pela primeira vez, já tinha meus quatorze anos, desmaiei logo após. Quando fui doar sangue pela primeira vez (porque sim, eu finjo que sou corajosa) só da médica me explicar o procedimento, fiquei impressionada, minha pressão baixou e quase desmaiei. Tive que comer lanchinho e passar uma lábia na médica para doar.

Resumindo, sempre sonhei em engravidar, mas sempre evitei pensar como seria o parto do baby. A natureza é sábia e sempre acreditei que quando chegasse a hora, iria surgir o tal instinto materno e tudo se resolveria. A ponto de eu nunca ter gostado de assistir aqueles programas do GNT e do Discovery Home&Healthy sobre a hora do nascimento e nem ler/ ouvir relato de parto das amigas. Óquei, eu li um de uma amiga.

Até que esta semana saí com umas amigas e uma delas me falou: “tem um relato de parto normal que é a coisa mais linda e emocionante”. Na hora nem dei muita bola, mas depois foi me batendo a curiosidade, mandei email e pedi o link. No meu momento de ócio produtivo (aquele momento no trabalho pós-almoço, sala vazia) mergulhei na leitura. E olha que o texto é longo, mas devorei em alguns minutos. Me emocionei em diversos  momentos e pensei com os meus botões “poxa, que parto lindo, quero que o meu seja assim”.

Depois de ler o relato que citei acima, me senti preparada para começar a assistir programas sobre o assunto. Não só consegui assistir, como me emocionei com as histórias e com cada nascimento.

Apesar de ter medo do parto, cesárea para mim nunca foi uma opção. Tenho medo de todo o processo. Medo de abrirem minha barriga, medo dos pontos, da dor dos pontos e de não estar 100% para lidar com o baby após o nascimento. Sempre tive certeza do parto normal. Dói, é intenso, mas é naquela hora e ponto. Não sei se fui influenciada pela minha mãe, que teve eu e minha irmã de parto normal e é só elogios. Lembro de ter os meus dez aninhos e de ter a lembrança de que exatos dois dias depois que minha irmã nasceu, minha mãe foi na feira sozinha, ou seja, o parto acaba e vida normal. Já algumas amigas que fizeram cesárea reclamaram das dores dos pontos, dos gases que se formam e da dor ao se movimentar.

O parto que citei acima aconteceu dentro de uma banheira na maternidade. Não sei se chego a tanto, mas sei o que quero.

Quero entrar em trabalho de parto, quero fazer parto normal, humanizado, quero que o baby nasça e venha para o meu colo tentar mamar. Quero que este momento seja muito especial e repleto de carinho e amor. Claro que na hora tudo pode acontecer e se o parto normal oferecer algum tipo de risco para o baby ou para mim topo fazer cesárea. Agora, quero que isso aconteça só se for estritamente necessário.

ps. achei um texto bem interessante que faz uma comparação entre cesárea e parto normal, quem quiser ler basta acessar o link.
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