Browsing Tag

Puerpério

Internação na UTI por Icterícia

Amamentação, Bebê | Criança By 8 de fevereiro de 2017 Tags: , , 1 Comment

Deveria começar pelo relato de parto, eu sei. Mas relato de parto deve ser parido e eu gosto de detalhes e isso significa demorar para escrever. Como o blog ta abandonado e quero espanar a poeira vim começar por um começo não tão começo, mas tão importante quanto: a internação do Rafa na UTI neonatal por icterícia. Sempre tive medo disso… Sempre imaginei a dor de uma mãe em ter que deixar o filho no hospital e voltar para casa sem ele em seus braços.

Rafa nasceu prematuro de 36 semanas. Nasceu com peso e tamanho bons (2,750kg e 47cm), se recuperou bem durante o trabalho de parto, temperatura boa, não precisou ficar na incubadora do berçário em suas primeiras horas de vida. Um alívio sem tamanho. Percebi que ele estava com a pele muito vermelha, a enfermeira da maternidade disse que era comum em bebês prematuros. Eu, na minha santa inocência, pensei: “que bom que está vermelho, pelo menos não está amarelo e não corremos o risco de ter icterícia”.

Share:

maternidade X solidão

Mãe By 14 de maio de 2013 Tags: , 10 Comments

Nos primeiros dias, marido foi meu fiel companheiro, mas como a licença paternidade só dá direito a cinco dias corridos, durou pouco tempo. Aí foi a vez de minha mãe assumir, ela tirou férias do trabalho e veio ficar comigo quase todos os dias por três semanas. O cuidado com o Biel era de minha responsabilidade, mas sua presença era importante. Ela cuidava de mim, da minha alimentação e o melhor, me fazia companhia. Nos dias que ela não podia, minha irmã e meu pai assumiam.

Mesmo que apenas algumas horas por dia, essas companhias eram fundamentais para a minha sanidade mental e física. Até porque no início tudo é meio caótico. Biel e eu nos conhecendo… A demanda por atenção era grande. Não que ele não demande hoje em dia, mas agora ele já consegue ficar sozinho no berço ou na cadeirinha se distraindo sozinho por alguns minutos. No início, tinham dias, que eu acordava às seis da manhã para amamentar e só conseguia comer algo por volta das onze da manhã. Almoçar? tomar banho? artigo de luxo e raro. Além do mais, agora já estou mais sagaz, já descobri maneiras de entretenimento mesmo que sejam por cinco minutos, desenvolvi a técnica de fazer tudo com uma mão só, enquanto a outra segura a cria e por aí vai.

As férias da minha mãe acabaram e meus dias passaram a ficar vazios. Minha irmã tem seus compromissos e consegue vir aqui no máximo uma vez por semana, meu pai idem. Os restantes dos dias sou eu, Biel, Biel e eu. Por isso, a nossa rotina de passeio é tão rica, mas mesmo assim às vezes me sinto muito sozinha. Por mais que eu ame o meu filho e a gente fique grudadinhos vinte e quatro horas por dia e é uma delícia… ele ainda não conversa, né?  Sem contar que a maioria das visitas só podem vir fora do horário comercial. Acaba que o meu dia a dia é muito solitário.

Sem falar nas madrugadas amamentando. Talvez quem dê mamadeira sinta menos, porque dar a mamadeira é uma tarefa unisex e pode ser divida com o pai. Mas dar o peito é tarefa exclusiva da mãe. Então, são mais dois momentos do dia que eu fico sozinha, interagindo com o Biel, a televisão e as redes sociais.

Conversando com outras amigas, vejo que não estou sozinha. Muitas mães possuem o mesmo sentimento. Diante disso, cheguei a conclusão de que a maternidade é a solidão mais coletiva que existe.

Share:

A minha maternidade

Mãe By 12 de maio de 2013 Tags: , 8 Comments

Hoje é dia das mães, o meu primeiro.

Há um mês e vinte quatro dias vivi dois nascimentos: o do meu filho e o meu como mãe. Neste tempo, estamos nos conhecendo e aprendendo juntos esse novo ofício. Ele se acostumando as sensações, aos incômodos fisiológicos, aos estímulos, medo, carência, carinho, etc. Eu, por vez, administrando e tentando suprir todas suas necessidades e as minhas também.

Com suas devidas proporções, o ser mãe nasce tão imaturo e indefeso quanto um recém-nascido. Somos seres repletos de medos, dúvidas e incertezas, buscando dar o nosso melhor para aquele serzinho que depende exclusivamente de nós.

Nessas sete semanas, estou me redescobrindo como mulher, filha, irmã, cidadã. Todos os papéis que já exerci na vida estão passando por uma transformação e sendo reposicionados, repensados.

Agora sou mãe. Com todo o cansaço, desgaste físico e psicológico que pode ser gerado por noites dormindo pouco e o medo do desconhecido (incluindo o medo do filho) tenho vivido a fase mais plena e feliz da minha vida.

Sou MÃE em caps lock e em negrito, porque faço questão de lamber minha cria e estar disponível para ele sempre que precisar. Amamento sempre que ele quer ou necessita, dou colo, carinho, falo que amo, canto, converso, explico as coisas da vida, peço desculpas e tento fazer a maior parte das coisas que envolve a sua rotina.

Em suas primeiras semanas de vida não consegui colocá-lo para dormir no berço porque sentia saudade / insegurança dele ficar longe de mim, do meu corpo. Fui e sou responsável por todos os banhos de sua vida (inclusive o da maternidade). Troquei 98% de suas fraldas e por aí vai.

Sou mãe-leoa com um quê de polvo. Tenho a consciência de que eu deveria delegar mais, mas por enquanto não sei ser diferente.

Já chorei de cansaço e algumas horas depois chorei de saudade porque ele estava dormindo. Contraditório? Imagina! Se está certo ou errado, não sei. Quem sabe o tempo nos dirá. Só sei que por enquanto está funcionando para a gente. A cada semana percebo que ele está mais carinhoso, seu corpinho está mais forte, duro e coordenado e sua percepção está mais aguçada. Cada dia é uma descoberta e eu só tenho a agradecer por esses cinquenta e cinco dias da minha nova vida.

Feliz dia das mães para mim e para todos os tipos de mães =D

Share: